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A realidade das ONGs que protegem os animais no país

A realidade das ONGs que protegem os animais no país

Hoje, o Brasil possui cerca de 170 milhões de animais, entre cães, gatos, peixes, aves e répteis e pequenos mamíferos, segundo um levantamento do Instituto Pet Brasil. A população pet é formada, principalmente por cachorros que são 54,2 milhões e felinos 23,9 milhões. Desses, 5% são animais em condição de vulnerabilidade, o que representa 3,9 milhões de pets.

Maltratar um animal é crime previsto em lei (9.605-98),  e não protege apenas os animais silvestres, os pets domésticos e domesticados também estão incluídos, e a pena varia de 2 a 5 anos de prisão, além do pagamento de multa e inclusão do nome no registro de antecedente criminal.

Engana-se quem pensa que maus-tratos é somente violência física. Abandonar um cachorro ou gato também é classificado como maus-tratos pela lei.

Algumas centenas desses animais maltratados ou abandonados conviverão com algum tipo de sequela, como mutilações, perda visual, paraplegia. Mas, felizmente, muitos vão ter uma nova oportunidade de receber amor e carinho em um novo lar.

A maioria desses pets abandonados vivem sob tutela de Organizações não Governamentais (ONGs), denominadas popularmente como Proteção Animal, ou protetores que assumem a responsabilidade de manter esses animais e promover a adoção voluntária.

Dados do Instituto Pet Brasil apurou a existência de 370 ONGs atuando na proteção animal, 169 só na região Sudeste, seguida pelas regiões Sul, Nordeste, Norte e, por fim, Centro-Oeste. Essas instituições tutelam mais de 172 mil animais, sendo 165.200 cães e 6.883 gatos.

Seja um voluntário:

Toda pessoa, que goste de animais, pode se tornar voluntário de uma ONG e tem muita coisa para fazer e elas sempre precisam de auxílio, segue algumas funções em uma instituição:

- Lar Temporário: o voluntário cede espaço na sua casa, e no seu coração, para acolher temporariamente os pets resgatados até que sejam adotados;

- Carona voluntária: voluntários(as) com carro para ajudar no transporte de animais a veterinário, feiras, castração, no resgate e para lares;

- Fotógrafo Pet: voluntários que tenham experiência em fotos e vídeos de pets para renovar os álbuns de adoções;

- Veterinário Voluntário: precisamos de veterinários(as) para nos ajudar no tratamento dos animais;

- Captador(a) de Recursos: busca voluntários para desenvolver ações de arrecadação de fundos, tais como rifas, vaquinhas, bazar, parcerias, dentre outras, para ajudar a manter os peludinhos resgatados, pagar veterinário, ração, castração, banho, e lar temporário.

Muitas instituições sobrevivem de doações, é o caso da ONG Fauna Protetora, da cidade de São José do Rio Preto. Segundo a Presidente, Valda Prata: “Recebemos ajuda de algumas pessoas – algumas mensalmente, outras de vez em quando. Algumas ajudam com dinheiro, outras ajudam com ração, outras com coisas para nosso brechó. Também, para nos mantermos, realizamos eventos para arrecadação de fundos, tais como venda de pão de queijo. Antes da pandemia, fazíamos café colonial, festa junina, participávamos do Estimacão (TV Tem) etc.  Também temos um brechó aos domingos e temos a nota fiscal paulista. Não recebemos ajuda do Poder Público, exceto a castração gratuita na Diretoria do Bem Estar Animal (que atende também toda população do município)”.

Com a pandemia o número de adoções e doações tiveram uma queda de mais de 50 %. Para Valda, “a pandemia ocasionou queda nas doações em dinheiro e também na adoção dos animais. Muitas pessoas estão passando por dificuldades financeiras e, mesmo que queiram, não conseguem ajudar. As adoções caíram para menos da metade, porque antes da pandemia fazíamos um evento de adoção por semana (às vezes até 2). Hoje conseguimos doar pela Internet, mas é bem menos do que um evento presencial.”

As redes sociais são parceiras das ONG´s, elas trazem visibilidade, é a oportunidade de mostrar o trabalho que é feito, os animais que precisam de um lar, divulgar ações beneficentes. Para Valda Prata tem o outro lado, “não damos conta de atender todas as pessoas, pois, infelizmente, somos mais procurados para trazer animais do que para adotar.  Rio Preto tem por volta de 15.000 animais abandonados e somos apenas em poucos voluntários. Não conseguimos atender todos os casos. É uma luta desigual”.

Hoje a Fauna Protetora auxilia cerca de 250 animais. Eles não possuem um abrigo, os animais ficam nas casas dos voluntários denominado LAR TEMPORÁRIO até que o pet consiga um lar definitivo. O principal objetivo da ONG é proteger os animais abandonados ou em maus tratos. Valda explica: “Quando recolhemos o animal, tratamos se estiver doente, castramos e vacinamos. Depois vão para adoção”.

 

Se você deseja se tornar um doador da fauna protetora, pode procurá-los nas redes sociais:

Instagram: https://www.instagram.com/faunaprotetora/

Facebook: https://www.facebook.com/Faunaorg

Site: http://www.fauna.org.br/

Doador Mensal: Mandamos Boleto ou realizando o depósito na nossa conta (Agência: 1610 - Caixa Econômica Federal – op. 03 - Conta 999-0) ou transferindo pelo PIX 09335229000151 (CNPJ)

 

Os amiguinhos pet’s agradecem!