Empresas com responsabilidade social são um caminho sem volta, diz CEO da P&G

Empresas com responsabilidade social são um caminho sem volta, diz CEO da P&G

Empresas com responsabilidade social são um caminho sem volta, diz CEO da P&G

Empresas com responsabilidade social são um caminho sem volta, diz CEO da P&G. O tempo em que as empresas tinham o lucro como única preocupação ficou para trás – e a pandemia acelerou esse processo. Agora, a iniciativa privada precisa ter uma agenda cidadã e atuar fortemente em prol da sociedade.

Pelo menos, essa é a opinião de Juliana Azevedo, presidente da subsidiária brasileira da Procter & Gamble (P&G), companhia dona de marcas como a de lâminas de barbear Gillette e das fraldas Pampers.

“A empresa já tinha isso no DNA, mas não há dúvida que isso se acentuou durante a pandemia e que é uma consciência que veio para ficar em outras dimensões da sociedade”, diz Azevedo.

Segundo a executiva, a Procter & Gamble tenta fazer a parte dela. Um exemplo foi a doação de um pulmão artificial para a Universidade de São Paulo (USP), a fim de facilitar o desenvolvimento de ventiladores pulmonares de baixo custo. Além disso, a empresa doou cerca de R$ 26 milhões de reais em produtos, além de cestas básicas.

Recentemente, a P&G lançou uma aceleradora social para impulsionar projetos que tenham como foco a redução do impacto da pandemia na sociedade. A ideia é distribuir cerca de R$ 400 mil aos projetos e ajudar de outras maneiras, como com indicações e ajuda para viabilizar as ideias.

Ao mesmo tempo em que defende essas bandeiras, no entanto, a P&G se envolveu em uma polêmica recentemente. Enquanto diversas empresas espalhadas anunciaram boicote ao Facebook, acusado por elas de não trabalhar para coibir mensagens de ódio e notícias falsas em suas redes sociais, a P&G afirmou que não tomará posição na briga. Detalhe: a companhia é apontada como a maior anunciante individual do Facebook pela consultoria Pathmatics.

Companhias como Starbucks, Unilever, Volkswagen e Microsoft aderiram ao movimento.

Em nota, a empresa diz que iniciou uma revisão abrangente de todos os canais, redes, plataformas e programas de mídia “para garantir que o conteúdo que anuncia retrate de forma precisa e respeitosa as pessoas”. Também afirmou que “não está anunciando próximo a conteúdos que determina ser de ódio ou discriminatórios”. Não confirmou, contudo, a participação no boicote. 

Juliana Azevedo, presidente da P&G do Brasil

Vendas 

É verdade que um fato ajuda bastante a empresa ser mais atuante nesse momento: ela produz, quase que em sua totalidade, itens considerados essenciais. Fraldas, pasta de dente, sabão para roupas entre outros produtos de higiene pessoal. Isso fez com que a P&G tivesse uma alta de um dígito nas vendas no Brasil – a companhia não revela os números locais.

“Em março tivemos um aumento forte nas vendas com o início da pandemia, com uma normalização em maio”, diz Azevedo. “O mês de junho foi melhor do que esperávamos.”

As fábricas da P&G, por exemplo, não pararam. Dos 4 mil colaboradores, 1 mil foram colocados em trabalho remoto e o restante seguiu produzindo, distribuindo e vendendo.

No mundo, mesmo com a pandemia atingindo fortemente países como China e Estados Unidos no início do ano, a P&G teve crescimento de 5% na receita do primeiro trimestre. Até o lucro cresceu e ficou acima das expectativas dos analistas de mercado: US$ 2,9 bilhões.

Foco no Brasil

Apesar de o fato de que a crise econômica deve ser mais forte no Brasil do que em outros países, na visão de especialistas, a P&G coloca o país como o terceiro maior mercado em potencial, atrás de China e Estados Unidos.

Quando assumiu a posição de presidente em 2018, Azevedo recebeu a missão de dobrar a participação de mercado da companhia, que é cerca de 16%. Mesmo com a pandemia, a executiva afirma que o objetivo é possível, mas não estipula data para isso. O Brasil está entre os dez maiores mercados da companhia.

Segundo a Euromonitor International, provedor de pesquisa de mercado, a empresa perdeu 0,1 ponto percentual no mercado de beleza e cuidados pessoais e chegou a 5,9%. Ainda está bem distante das líderes Natura (11,9%), Boticário (11,8%) e Unilever (11,5%). 

Em sabão para roupas, a marca Ariel perdeu espaço em 2019: caiu de 30,8% para 24%. No caso do amaciante Downy houve crescimento de 16,1% para 16,6%. As fraldas Pampers, segundo a Euromonitor, perderam a liderança de mercado ao ter um decréscimo na participação de 0,8 pontos percentuais, para 21,1%. 

O crescimento também deve ser visto do mercado como um todo. Segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes (Abipla), a produção do setor deve ser incrementada em 3%.

Porém, a P&G vem mudando a forma de atuar aqui para conseguir abocanhar uma fatia da participação da concorrência. Um exemplo foi a criação do centro de inovação em Louveira, no interior de São Paulo, ao custo de R$ 200 milhões. “É um investimento que mostra a nossa visão de longo prazo para o Brasil”, diz ela.

Lá, por exemplo, estão sendo criados novos produtos e até o desenvolvimento de versões mais econômicas dos produtos da empresa, com embalagens maiores. Em um momento de queda na renda e aumento do desemprego, faz sentido.

Diversidade

Por ser ainda uma rara exceção presidente mulher no ambiente corporativo brasileiro, Azevedo é normalmente questionada a respeito da importância da diversidade no comando das empresas. E ela sabe o quanto é importante se posicionar a respeito. Segundo a executiva, é necessário estimular a liderança feminina sempre que possível.

Na P&G, cerca de 40% da direção é ocupado por mulheres. “Mas sabemos que temos que cuidar desse percentual, pois ele pode virar 20% no futuro”, diz Azevedo.

Segundo a executiva, as marcas da P&G também precisam se posicionar sobre esse e outros temas de importância da sociedade. “Estamos dentro de 94% dos lares e o que as nossas marcas falam, podem moldar a sociedade”, diz.

*Fonte e crédito das imagens: CNN Brasil Business

https://m.polishop.vc/novafamilia/

COMUNIDADE DE COLUNISTAS

Para saber mais sobre o colunista da matéria, clique aqui.

Compartilhe esse post

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no print
Compartilhar no email

Veja os últimos posts

Antifrágil

Antifrágil. Vivemos no mundo VUCA com quatro características: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Você já deve ter observado que tudo mudou e a essa altura

Continuar Lendo »