Subvertendo os ciclos da vida

Subvertendo os ciclos da vida

Subvertendo os ciclos da vida

Subvertendo os ciclos da vida. E quem disse que a vida nos impõe etapas invariáveis e inevitáveis em nosso crescimento? crescimento

Infância…. adolescência, fase adulta e envelhecimento aparentemente se revelam nesta sequência inevitável…

Mas no dia a dia nem sempre é assim… e a realidade somos nós que criamos. Quantas vezes acordamos com a sensação de que o dia será arrastado…. prevalecendo a indisposição física…. lombar, gástrica, enxaqueca e profundas dores na consciência, como se subitamente carregássemos um corpo que não é o nosso… peso pesado, hipersensível… de um velho moribundo que não consegue mais  parar de se lamentar… 

Saudoso das lembranças que ficaram para trás e inconformado com a impossibilidade de retornar  de imediato para este passado promissor cheio de glórias….  e então negamos nossas perdas… e buscamos incessantemente por uma razão… equação matemática da vida que possa explicar o ocorrido…  tudo que já passou…. e a conta nunca bate.

Medo da morte… do fim dos tempos e da iminência de não poder estar mais aí controlando a si mesmo  ou deixando de existir para aqueles que mais se ama… humor melancólico passageiro…

Mas basta um olhar amoroso… um sorriso de uma criança… um tropeço  seguido de gargalhadas descontraídas e todo o cenário se transforma imediatamente…

O céu nebuloso se descortina e os ventos gélidos vão nos aquecendo , ficando mais leves como uma brisa agradável que nos abraça e nos convida  para sairmos imediatamente dali  para a vida. 

O coração acelera distribuindo adrenalina por todos os cantos… o rosto, tal qual uma argamassa rígida, se desmancha, caí uma máscara desgastada… e a feição fica livre, leve e solta… contaminando todo o nosso corpo e o convidando para dançar…. correr pelo mundo… gritar palavrões e palavras doces… desafiar o tempo e os limites… transpondo barreiras  inertes, e tirando  um sarro enorme de nossas caduquices…

E aí acreditamos… e corremos atrás da juventude perdida… desafiamos os mais jovens em flexões de braços e pernas… maratonas heroicas… E  no meio do caminho reencontramos a velha paixão adolescente… que nos entorpece de combustível vital… nos transformando em poderosos, inabaláveis, eufóricos, anárquicos e rebeldes.

Reencontramos aquela velha mochila companheira das grandes viagens… e aí nos aventuramos de novo…E entre uma viagem e outra… abraçamos nossos filhos… ou somos acolhidos por nossas mães que nos embalam como bebês…  e nos tornamos as velhas crianças… para brincar  por momentos infinitos  de amor….

*Por Ronald Guttmann

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