Tratamento bucal beneficia pacientes com endocardite

Tratamento bucal beneficia pacientes com endocardite

Tratamento bucal beneficia pacientes com endocardite

Tratamento bucal beneficia pacientes com endocardite. Gengivas vermelhas, inchadas, que sangram com frequência, dentes sensíveis e mau hálito são, em geral, consequências de má escovação e gatilhos para infecções.

Caso um ou mais desses sintomas forem frequentes, é necessário que um cirurgião-dentista realize os exames odontológicos preventivos e prescreva o tratamento adequado. É importante sempre lembrar que a saúde começa pela boca.

Para cuidar e tratar dos pacientes hospitalizados, o HCor implementou um serviço que oferece diversos tratamentos dentários como:

  • os profiláticos,
  • restauradores,
  • endodônticos e protéticos,
  • além de cirurgias intraorais que incluem extrações simples e complexas,
  • raspagens gengivais,
  • e laserterapia, entre outros procedimentos.

Todos são realizados nos diferentes ambientes hospitalares, de acordo com a complexidade da doença e do tratamento bucal proposto, ou seja, tanto no Ambulatório Odontológico, como nas Enfermarias, Centro Cirúrgico, Unidades de Terapia Intensiva e no Pronto-Socorro.

De acordo com a cirurgiã dentista do HCor, Dra. Valéria Souza, o Serviço de Odontologia do HCor tem como objetivo atender pacientes cardiopatas, portadores de doenças oncológicas, assim como os portadores de doenças renais crônicas e candidatos às intervenções cirúrgicas ou percutâneas cardiovasculares.

“Para que esses pacientes sejam submetidos ao menor risco possível, durante os tratamentos no HCor, é fundamental manter uma rotina rigorosa de higienização bucal, com o uso frequente do fio dental, limpadores de língua e antisséptico bucal”, esclarece Dra. Valéria.

Importância da abordagem odontológica hospitalar

Sabe-se que na cavidade oral vivem bilhões de bactérias.

Para se ter uma ideia, em apenas 1 ml de saliva há mais de 150 milhões delas, que podem facilmente cair na corrente sanguínea, caso a saúde bucal esteja comprometida.

“Uma vez na circulação, esses microrganismos ao encontrar malformações congênitas cardíacas, tecidos do revestimento interno do coração (endocárdio), danificados ou válvulas cardíacas anormais permanecem no local afetado e se multiplicam livremente, causando a Endocardite Infecciosa (EI)”, explica a cirurgiã dentista.

Anualmente, são diagnosticados cerca de 150 mil novos casos de endocardite infecciosa, com uma alta taxa de mortalidade maior que 25%, e acomete tanto homens como mulheres, na proporção de 2 para 1.

Em 40% desses casos de endocardite infecciosa, a origem buco-dentária é identificada.

Segundo o cardiologista do hospital, Dr. César Jardim, essas bactérias existentes na cavidade bucal podem atingir a corrente sanguínea e provocar infecção nas válvulas cardíacas.

“Esse processo pode ser tão perigoso que, em caso de endocardite, há necessidade de internação para tratamento com antibióticos, além do risco de perda da função das válvulas e infecção generalizada”, esclarece Dr. César.

Para evitar esses problemas, a principal dica é manter sempre os dentes limpos.

Os restos de alimentos nos dentes, consequência da má escovação, são causas importantes de problemas na gengiva, inclusive pelo surgimento do tártaro.

Nesse caso, no entanto, apenas o dentista pode eliminar o problema com equipamentos específicos.

“Esse processo, além da endocardite bacteriana, pode provocar inflamação das placas ateroscleróticas dos vasos, deixando-as mais instáveis e piorar o diabetes, assim como provocar inflamação das articulações e outros órgãos”, alerta o cardiologista do HCor.

Causas da endocardite: a endocardite pode ser de causa inflamatória ou bacteriana, esta última costuma ser mais comum nos pacientes portadores de cardiopatias estruturais ou congênitas.

Ambas podem comprometer as funções cardíacas, principalmente nas válvulas.

“A doença pode ser fatal, além de possibilitar outros malefícios como insuficiência cardíaca, AVC (acidente vascular cerebral), além do infarto”, explica Dr. César.

Tratamento para pacientes oncológicos: os pacientes oncológicos também são beneficiados pela odontologia hospitalar do HCor.

A quimioterapia e a radioterapia podem gerar algumas complicações bucais, entre elas:

  • a mucosite, que se caracteriza por úlceras bucais dolorosas e é a mais frequente,
  • a xerostomia ou boca seca,
  • assim como outras infecções como a candidíase e o herpes,
  • além dos abscessos dentários e da osteonecrose.

Para muitos desses casos, é realizada a laserterapia de baixa potência, que aumenta a microcirculação local e restabelece a produção da energia celular com ação anti-inflamatória, analgésica e cicatrizante no local da irradiação.

O tratamento com laser oferecido no HCor é rápido, indolor, seguro e não apresenta efeitos colaterais.

Por Redação

Imagem: Portal do Coração

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